sexta-feira, 8 de julho de 2011
Reflexão
"Os idealistas não merecem riquezas porque não as desejam" *
Marie Curie, prémio Nobel, dedicou a sua vida à investigação científica. Criou o termo "radioatividade" e contribuiu para o desenvolvimento de tratamentos oncológicos. As suas descobertas nunca foram patenteadas, uma decisão consciente, colocando sempre à disposição pública os métodos desenvolvidos. Desta forma nunca usufruiu de qualquer benefício monetário que pudesse advir das suas descobertas.
Isto faz pensar: Quantos de nós se dedicam de corpo e alma àquilo que realmente lhes dá prazer, sem pensar nos benefícios que daí possam advir? É aquele apelo que vem de dentro e que nos diz, "Faz", porque é isto que realmente gosto de fazer. O resto? Pouco importa.
*in Revista Única, edição de 25 de Junho do Expresso, retirado do artigo sobre a Marie Curie
Benchmarketing
Para uma implementação efectiva no mercado há que fazer o respectivo planeamento. Definir a estratégia, o posicionamento e concretizar a entrada com a devida diferenciação. Para isso tem que se perceber como os outros actuam. O que já existe e como existe. E como podemos fazer melhor.
Contudo, por vezes há mais vontade de evidenciar a diferença, do que concretizá-la. Um erro comum, por incapacidade de fazer diferente, ou por ser mais fácil colaborar com o sistema vigente. Também é isso o benchmarketing, comparar o que existe e implementar aquilo que efectivamente já tem garantias de sucesso garantido.
Ontem diziam-me ao telefone "pois realmente eu tenho a pretensão de ser, mas a realidade é que ainda não sou". É bom voar. Sem dúvida. Mas convém que os pés também conheçam o chão. E saibam passo a passo construir uma estrutura sólida e sustentável.
Quase como parênteses esta ideia aqui jogada fez ligação para o assunto que se seguiu, a discussão da "política de preços". Ora, as áreas intelectuais e criativas são difíceis de regulamentar, não se tratam de produtos pré-feitos em que vou à loja pego o que mais me agrada e pago na caixa. E a discussão prendia-se com o efectivamente já se encontrarem disponíveis na web produtos pré-feitos e já acabados. Encontramos hipermercados online de logótipos e sites, ao preço da "uva mijona". É uma realidade, ela existe, porque há compradores.
Agora como se compara o incomparável? Não há argumentos contra factos. Apenas assumir que esta realidade existe paralelamente às empresas que se dedicam à criação de soluções criativas personalizadas.
A premissa de que o produto vale aquilo que o cliente está disposto a pagar é verdade, mas tem o seu Q. Se um cliente está disposto a pagar por um Renault não pode exigir os mesmos benefícios do que o BMW. No mercado da roupa igual, se compro Zara, não posso exigir a qualidade de uma Gucci.
Na vertente de produtos pode ser mais fácil fazer este tipo de comparação, é palpável, mas na área de prestação de serviços, pode ser mais difícil de arranjar instrumentos de medição. E tudo se resume com o valor-função que atribuímos a cada objecto (produto/serviço). Se preenche na íntegra a necessidade sentida.
Como posso comparar mercados que ainda que tratem o mesmo sector, em nada se assemelham. São mercados paralelos. Existem abordagens diferentes, nem é mau, nem é bom. É o que é. Mas quando o cliente coloca tudo no mesmo saco, ainda que assuma que há uma diferença, alguma coisa está mal.
Em comunicação sempre ouvi dizer que o excesso de informação também provoca desinformação. Será este o caso?
A razão das empresas existirem são os seus clientes. Mas quando a oferta é muita, há empresas que ficam estranguladas pelo próprio mercado. É também a lei da selecção natural.
Todavia, o cliente adquire maior poder de escolha, influindo directamente a política de preços. Torna-se mais exigente, quer qualidade, eficiência, rapidez ao menor custo possível. Para cumprir esses requisitos as empresas estão constantemente a "reinventar-se", para adquirir novas fórmulas para se manterem na linha da frente. É óptimo manter este desafio constante, mas cada vez mais temos um mercado de produtos descartáveis em detrimento a valores como qualidade e durabilidade.
Na crise de valores morais e financeiros do vale tudo para chegar mais rápido, perde-se a Consistência e o Acreditar naquilo que se está a criar (empresa/produto/ serviço).
Veste-se por fora, em vez de se vestir para dentro (in-vestir).
Contudo, por vezes há mais vontade de evidenciar a diferença, do que concretizá-la. Um erro comum, por incapacidade de fazer diferente, ou por ser mais fácil colaborar com o sistema vigente. Também é isso o benchmarketing, comparar o que existe e implementar aquilo que efectivamente já tem garantias de sucesso garantido.
Ontem diziam-me ao telefone "pois realmente eu tenho a pretensão de ser, mas a realidade é que ainda não sou". É bom voar. Sem dúvida. Mas convém que os pés também conheçam o chão. E saibam passo a passo construir uma estrutura sólida e sustentável.
Quase como parênteses esta ideia aqui jogada fez ligação para o assunto que se seguiu, a discussão da "política de preços". Ora, as áreas intelectuais e criativas são difíceis de regulamentar, não se tratam de produtos pré-feitos em que vou à loja pego o que mais me agrada e pago na caixa. E a discussão prendia-se com o efectivamente já se encontrarem disponíveis na web produtos pré-feitos e já acabados. Encontramos hipermercados online de logótipos e sites, ao preço da "uva mijona". É uma realidade, ela existe, porque há compradores.
Agora como se compara o incomparável? Não há argumentos contra factos. Apenas assumir que esta realidade existe paralelamente às empresas que se dedicam à criação de soluções criativas personalizadas.
A premissa de que o produto vale aquilo que o cliente está disposto a pagar é verdade, mas tem o seu Q. Se um cliente está disposto a pagar por um Renault não pode exigir os mesmos benefícios do que o BMW. No mercado da roupa igual, se compro Zara, não posso exigir a qualidade de uma Gucci.
Na vertente de produtos pode ser mais fácil fazer este tipo de comparação, é palpável, mas na área de prestação de serviços, pode ser mais difícil de arranjar instrumentos de medição. E tudo se resume com o valor-função que atribuímos a cada objecto (produto/serviço). Se preenche na íntegra a necessidade sentida.
Como posso comparar mercados que ainda que tratem o mesmo sector, em nada se assemelham. São mercados paralelos. Existem abordagens diferentes, nem é mau, nem é bom. É o que é. Mas quando o cliente coloca tudo no mesmo saco, ainda que assuma que há uma diferença, alguma coisa está mal.
Em comunicação sempre ouvi dizer que o excesso de informação também provoca desinformação. Será este o caso?
A razão das empresas existirem são os seus clientes. Mas quando a oferta é muita, há empresas que ficam estranguladas pelo próprio mercado. É também a lei da selecção natural.
Todavia, o cliente adquire maior poder de escolha, influindo directamente a política de preços. Torna-se mais exigente, quer qualidade, eficiência, rapidez ao menor custo possível. Para cumprir esses requisitos as empresas estão constantemente a "reinventar-se", para adquirir novas fórmulas para se manterem na linha da frente. É óptimo manter este desafio constante, mas cada vez mais temos um mercado de produtos descartáveis em detrimento a valores como qualidade e durabilidade.
Na crise de valores morais e financeiros do vale tudo para chegar mais rápido, perde-se a Consistência e o Acreditar naquilo que se está a criar (empresa/produto/ serviço).
Veste-se por fora, em vez de se vestir para dentro (in-vestir).
quinta-feira, 7 de julho de 2011
A sugestão da semana vai para...Lovemarks
Este é o espaço para referência de livros que já li ou que me chamaram à atenção pelo respectivo tema ou conteúdo.
E este sugiro vivamente. Uma abordagem muito gira às marcas, tratando-as como seres animados que respiram e transpiram emoções como o ser humano. Desmistifica a abordagem de que as empresas apenas precisam de ter uma identidade, porque é "obrigatório" e toda a gente tem uma também. É quase uma relação amorosa que tem de se ajustar a cada momento às tendências do seu consumidor para arranjar a combinação mais equilibrada possível. Já que a perfeição não existe.
Love your market
Mais um blogue nasce hoje!
Fala-se de tanta coisa nos dias que correm, sobre economia, política de mercado, marketing, gestão, crise, Troikas, Rating... entre outros que não me escorrem de momento e pouco importa, pois não tenho a pretensão de falar desses assuntos chatos e aborrecidos.Sim são aborrecidos, mas afectam o "zé povinho", e de que maneira. Cortam em tudo e mais alguma coisa. A coisa estreita e as condições cada vez se tornam mais difíceis para a sobrevivência da malta.
Aqui, fala-se de outra coisa! Fala-se de Amor. "Põe quanto és no mínimo que fazes", já dizia o Ricardo Reis. E não é de Amor que se fala?!
É isso que falta nas pessoas. Amor, empenho, dedicação. Sim a mim também me falta, que pessoa também sou!
Todos os dias, por a minha profissão assim o exigir, estou em contacto com profissionais de diferentes sectores e surgem muitas vezes temas, frases soltas que me fazem pensar. E sim, é sobre o mercado, que nada é mais do que o dia-a-dia das pessoas, num contexto micro e macro, pessoal ou profissional, que envolve empresas, sinergias, estratégias, e claro o soberano poder invisível, a Banca e o Estado e que na prática são mesmo muito visíveis.
E claro, a culpa tem de ser sempre atribuída, e aí são mesmo as condições externas que nos ditam as regras do como devemos agir para nos superarmos a todo o instante. E a postura é, ou nos resignamos ao que é e protestamos até que a voz nos doa, apenas isso, ou tomamos a postura de fazer diferente!
Aqui não há culpados! Apenas opiniões, perspectivas. Criar uma nova forma de pensar e repensar o estado actual das coisas!
Fala-se de tanta coisa nos dias que correm, sobre economia, política de mercado, marketing, gestão, crise, Troikas, Rating... entre outros que não me escorrem de momento e pouco importa, pois não tenho a pretensão de falar desses assuntos chatos e aborrecidos.Sim são aborrecidos, mas afectam o "zé povinho", e de que maneira. Cortam em tudo e mais alguma coisa. A coisa estreita e as condições cada vez se tornam mais difíceis para a sobrevivência da malta.
Aqui, fala-se de outra coisa! Fala-se de Amor. "Põe quanto és no mínimo que fazes", já dizia o Ricardo Reis. E não é de Amor que se fala?!
É isso que falta nas pessoas. Amor, empenho, dedicação. Sim a mim também me falta, que pessoa também sou!
Todos os dias, por a minha profissão assim o exigir, estou em contacto com profissionais de diferentes sectores e surgem muitas vezes temas, frases soltas que me fazem pensar. E sim, é sobre o mercado, que nada é mais do que o dia-a-dia das pessoas, num contexto micro e macro, pessoal ou profissional, que envolve empresas, sinergias, estratégias, e claro o soberano poder invisível, a Banca e o Estado e que na prática são mesmo muito visíveis.
E claro, a culpa tem de ser sempre atribuída, e aí são mesmo as condições externas que nos ditam as regras do como devemos agir para nos superarmos a todo o instante. E a postura é, ou nos resignamos ao que é e protestamos até que a voz nos doa, apenas isso, ou tomamos a postura de fazer diferente!
Aqui não há culpados! Apenas opiniões, perspectivas. Criar uma nova forma de pensar e repensar o estado actual das coisas!
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